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Polícia Federal realiza operação “Segurança em Foco V” e autua empresas de segurança privada irregulares em São Mateus

Crédito: Reprodução

A Polícia Federal (PF) deflagrou, entre os dias 14 e 23 de outubro de 2025, no município de São Mateus, Espírito Santo, a Operação “Segurança em Foco V”, visando combater a atuação de empresas clandestinas de segurança privada. A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Federal em São Mateus/ES, com o apoio da Delegacia de Controle de Segurança Privada (DELESP) da Superintendência Regional de Polícia Federal no Espírito Santo.

Durante as diligências, policiais federais fiscalizaram diversas empresas, constatando que algumas estavam prestando serviços de segurança privada sem a devida autorização da Polícia Federal, o que é exigido por lei.

Como resultado da operação, foram lavrados 08 autos de encerramento da atividade de segurança privada das empresas irregulares. A PF ressaltou, no entanto, que esta medida administrativa não impede que as empresas continuem exercendo outras atividades que estejam regularmente previstas em seus contratos sociais.

Risco e Penalidade

Além da paralisação imediata dos serviços clandestinos, a PF instaurou processos administrativos para o encerramento definitivo da atividade ilegal. A reincidência na prática pode configurar crime, sujeitando os responsáveis às penalidades previstas na legislação.

A Operação “Segurança em Foco V” possui também um caráter pedagógico, alertando a população e o empresariado sobre os graves riscos inerentes à contratação de serviços de segurança irregulares. A Polícia Federal destaca que a segurança privada clandestina representa uma ameaça direta à integridade física das pessoas e à proteção do patrimônio dos contratantes.

Isso ocorre porque os indivíduos contratados como “seguranças” por essas empresas não passam pelo rigoroso controle da Polícia Federal, que exige checagem de antecedentes criminais, formação profissional, além de avaliações de aptidão física e psicológica. Adicionalmente, as empresas não cumprem os requisitos mínimos de funcionamento estipulados pela legislação vigente.

A PF reiterou em nota que, no Brasil, a prestação de serviços de segurança privada e a contratação de vigilantes são atividades restritas apenas a empresas devidamente autorizadas e fiscalizadas pela Polícia Federal.

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